O mouse não parece um problema.

Ele está ali, educado. Você pega, clica, volta. Só um segundo.

Depois mais um.

Depois abre uma paleta, procura um arquivo, fecha uma janela, volta para o texto, lê a frase, tenta lembrar o verbo.

O verbo foi embora.

Atalho de teclado não serve para parecer profissional em cafeteria.

Serve para diminuir a distância entre intenção e ação.

Você quer abrir uma nota. Abre. Quer procurar um capítulo. Procura. Quer marcar uma tarefa. Marca. Quer alternar visualização. Alterna.

O texto continua perto.

No Momo, a página de atalhos e backup mostra como os atalhos podem ser personalizados. A Navegação Mágica também ajuda quando você alterna muito entre capítulos, fichas e arquivos.

Ninguém precisa decorar uma parede de comandos.

Comece pelos atalhos que salvam sessões:

  • abrir comando ou busca;
  • alternar entre arquivos recentes;
  • abrir referência;
  • salvar ou exportar;
  • criar tarefa;
  • aplicar itálico e negrito;
  • alternar pré-visualização.

Cinco atalhos bem usados valem mais do que cinquenta esquecidos.

Escrever já acontece no teclado.

Quando a ferramenta permite resolver pequenas ações ali mesmo, sem tirar a mão do texto, a mente atravessa menos portas.

Isso importa especialmente em livro longo. Um clique aqui, outro ali, uma busca manual, uma janela que abre no lugar errado. Cada pequena quebra tira uma lasca da sessão.

Atalho não cria inspiração.

Mas ajuda a não espantar a que apareceu.

Durante uma semana, repare em toda ação que você repete com mouse.

Se fizer três vezes por dia, procure atalho.

Se fizer uma vez por mês, ignore. O objetivo é facilitar a escrita, não virar administrador de teclado.

O melhor atalho é aquele que desaparece no hábito. Você nem pensa. A ação acontece, e a frase continua andando como se ninguém tivesse interrompido.