Exportar o ebook dá uma alegria perigosa.

O botão está ali. O livro parece pronto. Você já quer ver a capa no leitor, abrir o sumário, imaginar alguém comprando, talvez fingir que está calmo.

Antes disso, uma última ronda.

Chata? Um pouco.

Útil? Muito.

Confira se:

  • todos os capítulos estão na ordem certa;
  • títulos internos estão consistentes;
  • partes e seções fazem sentido;
  • cenas cortadas não entraram por acidente;
  • arquivos provisórios ficaram fora da exportação.

A página sobre títulos do manuscrito ajuda nessa etapa, porque o título escrito no arquivo influencia revisão, índice e diagramação.

Procure:

  • nomes inconsistentes;
  • datas contraditórias;
  • repetições muito visíveis;
  • falas sem dono;
  • mudanças de ponto de vista confusas;
  • notas antigas esquecidas no manuscrito.

Use tarefas para marcar o que precisa de atenção. O modelo de tarefas de revisão pode poupar a energia de montar tudo do zero.

Confira personagens, lugares, objetos e promessas abertas.

Se uma referência mudou, atualize. Se uma promessa foi feita, veja se foi paga ou assumidamente deixada em aberto. Se a timeline depende de datas, confira a ordem.

Esse é o tipo de erro que o leitor encontra com uma calma ofensiva.

Antes de publicar:

  • abra a diagramação;
  • revise sumário;
  • confira capa;
  • teste imagens;
  • veja quebras de capítulo;
  • exporte e leia em um leitor.

A documentação de exportação mostra os formatos finais e o fluxo de saída.

Publicar ainda dá frio na barriga.

Sempre dá.

O checklist só tira do caminho os sustos evitáveis: capítulo fora de ordem, sumário torto, imagem quebrada, título errado, arquivo temporário passeando no meio do livro.

Depois disso, respire.

Exportar é parte do trabalho. Publicar também.